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Uf……. acabei mesmo agora. Foram 24 h dum fôlego só!! Que me lembre só o “Papillon” do Henri Charriere, já lá vão uns anitos. Quanto ao Olhos de Caçador, está lá tudinho. Acho que não ficou nada por dizer. Mesmo a novelesca parte final está bem bolada. Foi para descontrair não foi, oh Brito? Sou testemunha eu tb. lá estive bem próximo. Mas as “nossas” guerras apesar de em diferentes locais foram iguais. Digo: estive e julgo que nunca mais de lá irei sair! É quase um modo masoquista de ser! Porque será?? |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Parabéns !!! Amei “Olhos de caçador”; tive de meter 1 dia de férias para o ler de seguida. Temos ESCRITOR… temos 1 peça literária de referência …sou muito crítica com a literatura que se faz, mas o que escreveste em Olhos de Caçador é um dom raro… a subtileza , a elegância o HUMOR INTELIGENTE, raríssimos …— 1 história para contar — fortíssima mas — helás! — sobretudo o ESSENCIAL — 1 testemunho CORAJOSO, SÓLIDO, ASSUMIDO ATÉ AO MIOLO de forma original, inteligente e sensível, tem lá TUDO — os estereótipos e as suas circunstâncias…está lá a corpo inteiro… nuzinho e É BONITO !!! Amei, PARABÉNS + 1 VEZ !!! Graça |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Oi amigo Brito, já li o livro, é simplesmente espectacular, foi fácil recuar no tempo e reviver todo aquele tipo de cenários (especialmente quando conhecemos os locais) e ao mesmo tempo, ficar com aquele sentimento de alegria, mas também de revolta. Nota: Envia o teu contacto e diz-me como adquirir o teu livro, tenho uma quantidade de pessoas interessadas, ok. |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Olá António Brito Li o teu livro em pouco mais de uma semana o que deve ser um record para mim. Um grande abraço Henrique Rosa |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Acabei hoje de ler o livro Olhos de Caçador. Gostei muitíssimo e também dava os parabéns ao autor se o conhecesse pessoalmente. É um livro que se devora. É um livro extraordinário! Surpreendente! Obrigada. Fiz uma excelente escolha. Será um livro que também eu aconselharei. Isabel |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Apesar de não ser um tema de meu interesse, aceitei o convite e depois da 1ª apresentação, entusiasmei-me e comprei o livro. Li-o em poucos dias, pois, como diz uma amiga, ele devora-se. Surpreendente a forma como está escrito e como refere a nossa querida Lídia Jorge é, sem dúvida, um Documento. Ouso dizer que a história dessa época ficaria empobrecida se este livro não tivesse surgido e mais acrescento que, é caso para pensar em fazer chegar este documento ao grande público, através de um Filme, à semelhança de outros. Felicito o autor desta Obra, assim como dou os parabéns à Editora que acreditou e reconheceu mérito neste, que poderá vir a ser considerado Literatura. Bem hajam! – M. Candan |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: O melhor livro sobre a nossa guerra colonial, escrito pelo seu principal protagonista, o soldado português. Um livro escrito na primeira pessoa, num discurso directo, frontal e crú que nos desvenda a alma do Zé Fraga através da sua vivência num dos mais terríveis cenários da nossa guerra colonial, o norte de Moçambique. Um livro que nos confronta com a nossa história recente e nos prende até ao último parágrafo. Também a revelação de um autor a quem se pede que continue a escrever, pela enorme qualidade da sua primeira obra. Classificação : 5 Estrelas. A não perder. - Luis Barbosa |
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Parabéns muitos. Quando o comecei a ler senti-me um pouco desconfortável com a linguagem do personagem Zé Fraga,mas sem querer encontrei-me numa terra onde já sonhei pisar e aí vislumbrei os seus inúmeros encantos, e no meio de uma guerra sem tréguas com o Fraga, aprendi a observar e sobreviver. Com ele adormeci não querendo ver horrores que desconhecia mas era impelida a faze-lo. No fim o diamante bruto que é aquele sobrevivente,tal como previa, foi capaz dos melhores e piores actos e mais calmo e aconchegado sente ainda saudade dos camaradas e dos momentos vividos.SOBERBO na discrição,extremamente estruturado e certamente com muitas vivências reais. Espero o próximo. |
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Eu acho que está lá tudo. Bem… talvez falte o cancioneiro do Niassa. De resto, tudo aquilo de que ouvi falar - não tenho experiência de combate, só de ouvir dizer - está neste magnífico livro que devorei em pouco mais do que um fim-de-semana. Os truques da malta para fazer cera e ver a guerra passar, as sacanices dos comandantes e dos subalternos, as bocas foleiras inchadas de coragem e medo. O Zé Fraga… herói impossível, da ordem do mito. De facto, um semi-deus que não merece a sorte que o autor lhe destinava no começo do livro de que felizmente, por acaso ou não, se desvia no final. |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Boa tarde, hoje cruzei-me com o seu livro, tive apenas tempo de folhear e ler um ou dois parágrafos. Abraço, |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Estou pouco longe do fim do livro. À partida não era um tema que me atraisse, mas estou agradavelmente surpreendida. Não tinha a certeza de o conseguir “atravessar” até ao fim mas, depois de ler a primeira frase (não é costume dizer-se que um romance fica definido e agarra, ou não, o leitor, por ela?) e o primeiro capítulo, não pude deixar de continuar (confesso que tenho de agradecer a Lídia Jorge, que sempre admirei como escritora e como mulher, a opinião que escreveu e que foi o empurrãozinho final para a minha leitura). Há muitas imagens que me aparecem durante a leitura; apesar de achar que este livro poderia ser um filme, prefiro-o como livro, será sempre muito mais rico e denso. As personagens são muito credíveis, muito reais, sobretudo o Zé Fraga, rica e bem construída: prototipo do portuga trapaceiro, irreverente, temerário e desenrascado, mas com uma dimensão humana transnacional - aquele sarcasmo dele cabia bem nos balões de fala de Corto Maltese; as características de anti-herói, afinal mais corajoso, íntegro, abnegado, mais simpático e comovente do que o “herói” convencional, lembram-me algumas personagens de Nicholas Cage e, sobretudo, de Robert de Niro (ex.”Herói Acidental”). Gostei muito de algumas passagens, particularmente bem (d)escritas, como a do relato do avanço de um grupo de militares pelo mato na mais absoluta escuridão; é difícil ler as descrições do Posto 36 sem nos lembrarmos de “Voando Sobre um Ninho de Cucos”(com Jack Nicholson). Peripécias como a do roubo de bidões de gasóleo, trocados por bidões de água perfurados (e ninguém parece reparar no pormenor da ausência de cheiro do “gasóleo derramado”…) poderiam ter saído de um filme italiano com Totó, ou americano com os irmãos Marx, ou português, com António Silva… Mas há aquela terrível co-personagem principal pairando sobre tudo e todos: a guerra. A guerra pura, nua, dura, crua, que traz o pesadelo da morte não-natural, da morte absurda: “Damos-lhes cabo do canastro e fica tudo resolvido!” - será que nunca ninguém se lembra que o adversário faz exactamente o mesmo raciocínio? E mais absurdo que morrer na guerra é ficar estropiado de corpo e mente: se o objectivo era “dar-lhes cabo do canastro”, não serão estas mutilações resultado de uma absoluta e absurda incompetência de todos? E vão médicos e vão enfermeiros tentar, sem conseguir, consertar “canastros mal-mortos” como se tivessem resultado de uma catástrofe natural ou de trágicos e imprevisíveis acidentes… o que poderá ser mais absurdo que isto? Ana Margarida |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: À distancia de 7 meses da leitura de «olhos de caçador», as personagens conservam para mim os seus contornos de «portugueses correntes».Um dos méritos deste livro, servido por um ritmo de escrita fascinante, é dar a estatura real dos soldados portugueses que participaram nesta guerra —-tamanho—- português corrente. |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: O tema da guerra colonial, em literatura, sempre me atraiu. Aliado ao meu gosto pela leitura levou a que já tivesse lido tudo, ou praticamente tudo, o que se publicou sobre o assunto. Pensava, por isso, já não encontrar nada de novo no que, passados estes anos, se publica. Engano meu. |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Depois de acabar de ler “Olhos de Caçador”, atrevo-me a enviar-lhe esta mensagem. Gostei imenso do seu livro. Como já disse marcou o meu verão no sentido positivo, claro. Vou lê-lo novamente para o saborear, já que desta vez foi lido com voracidade e sem apreciar a poesia e o humor que ele tem. Concentrei-me essencialmente na história da história, no sarcasmo, no sofrimento e, sobretudo, no desperdício de tantas juventudes. Chocou-me como já tive oportunidade de dizer, o desapego com que eram vistos os indígenas (rurais), mas vocês é que estavam no terreno, e é muito bom falar sentada a uma secretária sem correr perigo nenhum. Fiquei com uma pequena dúvida ou não fiz bem a ligação (como disse atrás vou ter que reler) entre o início do livro onde o Fraga é um sem-abrigo, e o final em que tudo acaba bem; parece haver um hiato, ou será tema para outro livro? Parabéns, invejo-o(não queria empregar esta palavra mas não encontro outra, já que tenho pena, também está fora do nosso vocabulário), porque realizou um sonho que eu também gostava de realizar, só que não o sei fazer; tema era o que não faltava. Um grande abraço de parabéns; eu se fosse a si sentia-me feliz. Maria Clara |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Caro António Brito, Terminei há uns dias atrás a leitura do seu livro “Olhos de Caçador” e tenho apenas duas palavras para lhe dizer: fantástico e obrigada! (…) Com admiração, |
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Parabéns! Também tive o meu Galo Doido, neste caso um primeiro sargento lateiro que andava na tropa para enriquecer e que começou a “marrar” comigo logo no primeiro dia em que cheguei a Vila Cabral, ainda como cabo miliciano. Consegui ser mais duro que o 1º Maduro e lá me fui safando até que me ameaçou de dar uma “porrada”, mas quem a ía levando era ele pois tive um Alferes que sempre me apoiou incondicionalmente (era o Perdigoto lá do sítio). Assim, ao ler o livro Olhos de Caçador, senti-me reviver os meus 20 anos. Por tudo isso obrigado António Brito por finalmente aparecer alguém que tão fielmente soubesse recordar e tão bem romancear o que se passava lá no Norte de Moçambique em finais dos anos 60 e principio dos anos 70. Só tenho pena de não saber nem de ser capaz de escrever as histórias dos dezoito meses que passei em zona de guerra. Oxalá que o António Brito continue a escrever e descrever a verdade da guerra. Obrigado mais uma vez por narrar a os actos heróicos da “nossa” mais recente história colectiva. Manuel Serafim de Matos Sousa |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: A minha apreciação sobre o livro “O Céu não Pode Esperar”, é de que se trata de um belíssimo romance. Bem escrito. A trama está muito bem urdida, com situações e linguagem sem lugares-comuns. O texto, que tem a capacidade de nos prender em todos os capítulos, está elegantemente arrumado, sem ideias dispersas, ou supérfluas. Os diálogos são bem conduzidos. A intriga está muito imaginativa. A parte final do livro e da estória de amor são enternecedoras. Este teu livro revela uma grande maturidade intelectual. Não nos faças esperar muito tempo pelo próximo. Expresso-te as minhas sinceras felicitações. Parabéns! Com um caloroso abraço. Benjamim Monteiro |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: SENSACIONAL! Uma leitura empolgante focando o maior sonho do homem - voar -, levou-me a países e sítios desconhecidos de tal forma, que consegui sentir os cheiros e tocar em tudo. Um abraço Nélia |
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Comentário enviado para o e-mail do autor: Não se sente o passar do tempo no tempo que leva a ler O Céu Não Pode Esperar. A organização do livro em capítulos pouco extensos é motivadora, agradável, facilitadora da leitura, do encadeamento mental do enredo, moldando a acção em ritmo de onda, sobretudo na primeira parte, em que o vaivém do tempo se parece com a ondulação intemporal do mar. Mas este mar, à medida que vai encrespando, vai-nos revelando ondulações cada vez mais complexas… Como eu também já achara em Olhos de Caçador, estou de acordo com a opinião manifestada por J.M.Barata-Feyo, na apresentação do livro, quanto à escrita cinematográfica. Um bom guionista não encontrará dificuldade em fazer o script – o trabalho “de sapa” está completo: descrições abundantemente pormenorizadas de formas, dimensões, cores, quer dos cenários, quer das acções, quer dos personagens. O vocabulário variado, a preocupação constante da adaptação da linguagem às personagens e às épocas, as citações latinas, os inúmeros detalhes tecnológicos e científicos, as informações de abertura também denotam um intenso trabalho de pesquisa. Mas não concordo com Barata-Feyo quando comparou “… o tenente Romão, uma espécie de Indiana Jones à portuguesa…”. Enfim, concordo que “faz lembrar” pelo destemor, coragem, obstinação, espírito investigador, mas apenas isso. Na primeira parte, considero que não há apenas personagens principais por si só, mas sim um processo de fusão/gestação de um personagem principal trifacetado, apetecia-me dizer “triheteronímico”. Na segunda parte, já é Vítor Alarcão Fagundes Romão Dias, muito diferente do aviador destravado da primeira, muito mais que réplica de indiana jones: a insaciável curiosidade e desejo de alcançar a sabedoria, o profundo humanismo, e acima de tudo a intemporalidade. É o homem de qualquer época, o viajante do tempo em busca do conhecimento, por mais inatingível que pareça, mas com o supremo compromisso de evitar a qualquer custo que esse conhecimento seja erradamente utilizado. Mesmo que lhe custe a vida. À medida que a trama adensa, vai enredando quem lê numa teia fascinante em que se emaranham personagens, se enovelam políticas e interesses obscuros, se entrelaçam épocas diferentes, mas conturbadas por igual, se enleiam verdades científicas, conceitos inatingíveis, práticas incompreensíveis, factos inexplicáveis. Quando surge, Carmela poderá parecer uma personagem tão pouco credível e irreal como a borboleta mecânica ou a de cristal. Mas faz sentido que ela comece por ser tão enigmática como as mariposas. Vai ganhando consistência e credibilidade ao apaixonar-se. Pois não é o amor uma magia inexplicavelmente cristalina que dá a tudo uma outra dimensão e quase parece uma “coisa do outro mundo”? Este é um belíssimo romance e bem deste mundo… Ana Margarida |